
Eu gosto quando todas as minhas
certezas ganham um "in" para precedê-las.
E tu vens de longe, com a bolsa cheia de "ins".
E quando te vais, restam a mim os bolsos cheios de nada,
nada este que eu apalpo apenas
para dar alguma função para as minhas mãos nervosas.
Quando as in-certezas me tomam por inteiro,
dirijo a ti o mais confuso dos meus olhares.
E neles tu vês escrito o que bem entendes.
Se refletes o que sinto como um espelho,
prefiro apagar a luz do que ficar me
desviando de desejos incertos,
confusões montadas e Histórias sem Fim.
Lucas Silveira
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